Para lá caminhamos!
Olá,
Sou mãe de dois rapazes, um com três anos e outro com dois meses, que nasceram no Hospital Garcia de Orta. Devo já dizer que em termos globais adorei a experiência dos dois partos, o pai esteve sempre comigo nas duas vezes, e chegou a ser divertido!
O meu primeiro filho nasceu com 4 quilos, o tempo total do trabalho de parto foram 13 horas. Tentei ao máximo cumprir a dilatação antes de ser internada, estive a fazer caminhadas à volta do hospital até aos 8 cm de dilatação. Mesmo assim depois de internada ainda demorou bastante tempo. Pedi a epidural, mas como o anestesista não estava disponível no momento, administraram-me petidina, uma espécie de droga que francamente detestei. Sinto que dificultou bastante a minha concentração no parto, fiquei totalmente "pedrada". Apesar disso consegui pô-lo cá fora, ainda que com ajuda de ventosas. Sim, houve medicamentos, episiotomia, muitas dores na recuperação, mas foi uma experiência muito boa, senti-me segura nas mãos dois dois médicos e do enfermeiro que me acompanhou.
A segunda vez foi bem diferente, até porque foi bastante mais rápido. Ainda assim o bebé tinha 4,075Kg, não foi pêra doce! Agora o que vale a pena destacar é que fui unicamente acompanhada por um enfermeiro, um profissional que marcou toda a diferença neste parto. Acompanhou-me sempre que lhe foi possível, explicou-me detalhadamente tudo o que fazia, e todos os medicamentos que me administrava. "Treinou-me" (sim, parecia uma aula de ginástica!) no parto, orientou-me sempre com muita calma e carinho, mas também com exigência. Quando eu começava a desesperar um pouco ele conseguia sempre animar-me e levar-me ao bom caminho. Não houve episiotomia, houve depois uma laceração (mas pequena, e a recuperaçao muito mais fácil). Quando o bebé saiu, foi deitado no meu colo durante muuuuuito tempo. Devem ter sido quase 10 minutos. Foram minutos preciosos, em que pude olhar para o meu filho, aconchegá-lo, conhecê-lo... E tudo com o cordão umbilical ainda intacto. Foi maravilhoso!
Não sei se são sinais dos tempos e da mudança. Este parto foi muito mais "humano" (como se diz hoje em dia) do que o primeiro. Pode ter sido também só uma tremenda sorte com o Enfermeiro que me calhou na sorte (Enfº Bruno Rita já agora, para quem estiver interessada!).
Penso que nestas questões nem 8 nem 80, eu não teria coragem de ter um filho em casa, gosto de me sentir segura no hospital, de saber que está tudo ali à mão se alguma coisa correr mal. Mas fiquem sabendo que é possível ter partos maravilhosos em hospitais, mesmo apesar de algumas intervenções que possam ser desnecessárias.
Boa sorte a todas as futuras mamãs!
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