Abuso verbal, ameaças e castigos físicos
Todos nós estamos plenamente conscientes que em muitos ambientes familiares predominam as ameaças e o abuso verbal.
Um dos conselhos dos especialistas é que o educador nunca deve aviltar a criança, pois o desprezo, adicionado a expressões agressivas e rudes, destrói nela o senso de vergonha e gradualmente corrói a sua auto-estima.
Os nossos filhos são como novas plantas no jardim da espécie humana. Eles têm uma extrema necessidade do nosso afecto, carinho, amizade e compaixão. Os educadores, portanto, nunca deveriam recorrer aos palavrões ou abusos verbais, mas sim trata-los com a mais extrema bondade e paciência e fazer uso de métodos lógicos e científicos (aprovados pelos especialistas) para corrigir a sua conduta. A educação da criança não é uma tarefa fácil, nem uma tarefa a ser realizada conforme os sentimentos e inclinações de cada um.
Os efeitos nocivos dos castigos físicos
Os efeitos nocivos da punição física são inúmeros; em suma, bater numa criança torna-a obstinada e rude, criando um duradouro sentimento de vingança no seu coração. A criança mal tratada, constantemente castigada, torna-se num indivíduo vingativo e brutal, com um coração de pedra.
Gritar e bater nas crianças
Um estudo do Murcdoch Children's Research Institute, na Austrália, revelou que gritar e bater nas crianças aumenta a probabilidade destas virem a sofrer de algum tipo de doença mental. A investigação envolveu 700 crianças entre 7 meses e 3 anos. Verificou-se que os menores sujeitos a uma disciplina dura com castigo físico, tinham mais probabilidade de bater, pontapear ou morder os colegas e uma maior tendência ao isolamento social e à violência física e verbal repetida durante a infância. Alertam os autores que pode ainda conduzir a uma situação de alcoolismo, droga, crime, suicídio e desemprego na idade adulta. O stress dos pais é muitas vezes apontado como desculpa para este tipo de atitude. Quando os pais batem numa criança ou lhe gritam estão a ensina-la a fazer isso mesmo. O maior desafio é responder-lhe da forma que gostariam que ela lhe respondesse, recomenda Jordana Bayer, psicóloga e autora do estudo.
Última edição por krissu : 07-11-08 às 23:09:43
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