Dois estudos - um norte-americano e outro português - chegaram a conclusões idênticas: quanto mais informados e esclarecidos são os adolescentes em relação à vida sexual, mais tarde a iniciam e, na generalidade, com menos «papões» sobre o assunto.
Em Portugal, os investigadores do Instituto de Ciências Sociais e da Associação Para o Planeamento da Família afirmam que falar sobre sexualidade faz com que os actos íntimos em si deixem de ser apenas entendidos como ritos de passagem para uma suposta idade adulta e se tornem no desembocar natural da maturidade afectiva.
Mas falar de sexo com os adolescentes não é fácil. Nada fácil. Para nós, enredados na eterna dúvida sobre se a nossa «criança» já está preparada para nos ouvir e responder, e para eles também. Nem é preciso dizer porquê. Basta recordar a nossa
própria «idade do armário».
E você? Está preparado/a para reconhecer que o adolescente lá de casa está a caminho da sua «primeira vez»? E está preparado ou quer falar com ele sobre isso?