Sempre que leio sobre o tema da violência contra crianças, seja ela física ou emocional, fico com o coração apertado! Não consigo entender que se magoe uma criança, seja por que motivo for... na minha opinião, nenhum motivo justifica esse comportamento

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No site da revista PAIS&Filhos, está hoje a referência a um estudo muito interessante realizado pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto

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Fez-me lembrar uma situação que aconteceu no fim-de-semana e que nos deixou a todos (eu e o meu marido, a minha irmã e o meu cunhado, e até o meu sobrinho de 12 anos!) muito mas muito incomodados

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Estávamos nós a jantar sossegadinhos no terraço no sábado à noite quando, de repente se ouviram os gritos da nossa vizinha: "Eu bato-te!!", "Vais apanhar uma sova!!", "Não entras em casa, ouviste?? Vais dormir no tapete da rua!!"...
Bem... curiosidade, pânico, preocupação,... levantamo-nos e fomos espreitar o que se estava a passar: a vizinha de trás aos gritos com a filhota (de 5 anos). Conseguimos perceber que a senhora tinha a casa inundada... e que a culpa tinha sido de alguma asneira da pequenina...
A senhora estava em fúria: acabou mesmo por dar um estalo na cara da filha que ficou sentada no tapete, em cuequinhas, à porta de casa até escurecer (a porta de casa estava aberta e a mãe estava a apanhar a água do chão)...
O meu sobrinho, muito sensível por natureza apesar de ser um grande traquina, chorava baba e ranho, queria ir lá buscar a miúda!!
As opiniões dividiram-se: a minha irmã e o marido vivem em França e, para eles, há apenas uma atitude a tomar: denunciar!
Eu o meu marido, mais cautelosos (ou cobardes, sei lá!) não concordamos: é verdade que a vizinha fala alto... é verdade que, muitas vezes, a ouvimos a ralhar com a filha... vivem sozinhas... nunca nos apercebemos de violência... mas os gritos também são violência? Não sabemos o que se passa dentro de casa... apenas assistimos a essa triste cena...
Sabemos que, qualquer pessoa que conheça situações de perigo deve denunciá-las à Comissão de Protecção de Crianças e Jovens, mas fica a dúvida: será que estamos perante uma situação real de perigo??
Uma amiga e colega do Porto, assistente social, aconselhou-me a esperar e estar atenta a mais alguns sinais que possam surgir...
Alguma vez se confrontaram com uma situação semelhante?? O que fizeram

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