Olá epascoa,
Obrigado pela informação, ajudou-me bastante a enquadrar alguns conhecimentos que detinha neste campo dos métodos pedagógicos, no que respeita à iniciação da leitura.
Desde a 1ª gravidez que os vários modelos pedagógicos, são uma área que me fascina e pela qual tenho particular interesse e curiosidade.
Sempre que me é oportuno, compro um livro ou faço umas pesquisas na internet.
A pedagogia Waldorf, acho um método bastante interessante e construtivo e ainda o mês passado, soube da existência de uma escola em Vilar de Aves, perto do Porto, "Escola da Ponte", que utiliza o método Global, penso que na iniciação à leitura, semelhante ao "natural" e no geral baseiam-se em varios tipos de pedagogias, com resultados educacionais, a meu ver, extraordinários!
Recordo-me que no colégio que frequentei (Ramalhão em Sintra), na iniciação à leitura utilizei o "fonomimico" e parece-me que com o meu filhote, está a ser utilizado realmente, o analítico.
A vida é uma constante apreendizagem!!!
Em relação ao meu "campeão", esta última semana andou um pouco mais calmo, concordo que a fase transitória, a adaptação, uma maior exigência na concentração e responsabilidade, possam estar a contribuir para estes picos de alterações comportamentais, no entanto no decorrer de uma maior observação e atenção, da nossa parte para com o Tomás, entre uma pergunta aqui e outra ali, fomo-nos apercebendo de determinadas atitudes e afirmações da professora, que não nos parecem ser a melhor forma, talvez pouco positiva, na transmissão de conhecimentos.
Reconheço, que em termos de resultados na apreendizagem, parece-me ser uma boa profissional, talvez com um patamar de exigência, a meu ver demasiado elevado, mas com bons resultados.
No entanto nesta etapa do desenvolvimento das crianças, é fulcral um equilibrio, tendo em conta a parte socio-emocional da criança, ou seja "nem todos os fins justificam os meios".
Na reunião que tivemos, foi-nos transmitido pela professora que o Tomás não apresentava dificuldades na apreendizagem, era extremamente sociavel com colegas e adultos, sempre disposto a ajudar o
próximo, talvez se distraisse com alguma facilidade mas lidava bem com a autoridade e até utilizou a expressão "5 estrelas".
Nos trabalhos feitos em casa, parece me que está a acompanhar mto bem todo o processo, já faz contas de somar e diminuir de "cabeça", sem recorrer á contagem pelos dedos, já consegue ler frases construidas com pequenas palavras começadas por "p" e vogais e faz cópias dessas frases, eu e o Pai estamos deveras supreendidos!
No entanto, afirmações como,
- Não quero ir à escola porque faço tudo mal!
eram uma constante...o que não se enquadra no contexto, levando nos a questionar o porquê dessa baixa auto-estima, qdo tudo indica o contrário!?
Nas últimas semanas, em casa temos trabalhado no sentido de contrariar este sentimento, entre conversas, dizendo-lhe que ele é um "crack" no futebol e na matemática, que se não conseguir fazer bem os trabalhos, logo à primeira não faz mal, á segunda já faz um poucadinho melhor e á terceira sai perfeito!, que os pais qdo andavam na escola também não acertavam logo á primeira, que se os meninos fizessem logo tudo bem, não precisavam de ir á escola, etc...
Outro aspecto que observamos, através de um discurso repetitivo e até talvez um pouco obsessivo, por parte do Tomás, onde faz referência a duas colegas que fazem sempre tdo bem á primeira, são as mais inteligentes da turma, que a professora está sempre a dizer que são as melhores, que são um espectáculo.
Tendo em conta que estamos num universo de 12 alunos com 6 anos, este tipo de comentários repetitivos por parte da professora, não me parece construtivo, quer para as restantes crianças, quer para as meninas em questão, não sei..., qual a vossa opinião?
Vamos continuar atentos e aguardar o desenrolar dos acontecimentos...

bjs