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| Adolescentes Por que são tão difíceis e tão especiais? A resposta poderá estar neste fórum... |
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#2 (permalink) | |
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Embrião
Data de Registo: Oct 2008
Posts: 35
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Citação:
Qualquer conselho através do fórum, são puras divagações porque qualquer um de nós desconhece os detalhes do seu caso. Mesmo assim arrisco em dizer que deve procurar ajuda exterior. Ir aconselhar-se com um psicólogo (primeiro sózinha)... Mas tem de fazer alguma coisa urgentemente. 14 anos é uma idade complicada. Se o adolescente não tem a referência da mãe, ou da família está à sua própria conta e risco, ou seja, tudo pode acontecer! E normalmente esse "tudo" não costumam ser coisas boas. Eu acho que deve pedir ajuda já! 1º Porque hoje é normal recorrer a essa ajuda/apoio e também os há gratuitos. 2º Porque o problema pode vir a crescer a convém ser batalhado já 3º Porque se não conseguiu resolver sózinha até agora, não tenha esperança que se há-de resolver sózinho. Boa sorte. |
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#3 (permalink) |
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Directora
Data de Registo: Oct 2008
Posts: 301
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Sempre foi assim? Ou só há algum tempo começou esse mutismo? Acho que o importante é perceber que tipo de relação era a vossa, se aconteceu alguma coisa que justifique a alteração de comportamento e sobretudo tentar perceber com a escola como é que ele está. Se tem um comportamento estranho, se mudou. Claro que pedir ajuda não está fora de questão mas pode ser uma fase típica da adolescência ou a reacção a um qualquer desgosto/desilusão/frustração. Eu tentaria investigar primeiro de forma aberta e começar por pedir ajuda na escola, se tiver margem para isso. Boa sorte e muita paciência.
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#4 (permalink) |
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Embrião
Data de Registo: Nov 2008
Posts: 2
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Já falei com psicologos, ele também e o que na altura ficou estabelecido é que tinha uma depressão.
É uma criança/adolescente que foi para a primeira classe a falar inglês como se fosse a sua língua materna só de ver o Cartoon Network. Não terá sido bem apoiado na escola tendo em conta a sua inteligencia. Passado algum tempo, o médico mudou-se para o privado e o meu filho não quis ir a mais nenhum pois tinha-se identificado imenso com o terapeuta . Devo descontar a idade do armário, respeitar a sua individualidade, mas não consigo descontar muito mais. Somos uma familia feliz e o que me faz mais confusão é realmente isso, sermos todos unidos e ele não consegue chegar ao pé de nós e dizer passa-se isto ou aquilo (porque nós o conhecemos e sabemos que algo se passa). Penso sempre que sonhava em que a minha relação com ele iria ser sempre e acima de tudo de amizade,mas acho que para ele sou como a minha mãe era para mim... apenas minha mãe. Sinto-me frustrada exactamente por isso, por não ter conseguido ser mais do que isso. Não sou controladora, apenas o que baste para ele sentir que não deve pisar o risco (não é o suficiente - pois quando lhe sobe a adrenalina esquece o resto), mas também não sou apologista de bombardeá-lo com perguntas ou exigências, isso apenas o afastava mais. Sinceramente e também com o acordo do médico, acho que ele ainda não se achou o suficiente é demasiado inseguro - prefere omitir ou camuflar uma resposta/verdade, ou invés de assumir uma pequena situação menos boa. Temos trabalhado este assunto e sinto melhoras - insisto que prefiro uma verdade por mais dura que seja a uma mentira - digo-lhe que doi menos. E É VERDADE! Sinto algumas melhoras, mas às vezes é duro, nunca pensei que fosse tão difícil. O meu filho tem um bom coração, não é mau miúdo, só não quero que se perca. |
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#5 (permalink) |
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Directora
Data de Registo: Oct 2008
Posts: 301
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Todos os pais de adolescentes que conheço queixam-se que os filhos entraram num mutismo inqualificável. Tendem a ser malcriados e respondões precisamente com quem estão mais próximos. Mais tarde, bastante mais tarde, acabam por voltar. Claro que no seu caso já houve acompanhamento e identificou-se uma depressão mas se diz que são uma família feliz, se calhar valia a pena tentar confiar nele e dar-lhe o espaço que ele parece precisar desde que - como diz que faz - não o deixe pisar em vocês. Se calhar ele só precisa de sentir que o amam e que estão ali mesmo que, por agora, as atitudes sejam de total distanciamento.
Sei que é fácil falar para quem está de fora, eu tremo só de pensar em chegar a essa fase dos meus filhos. |
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