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| Dos 6 aos 10 anos Nesta altura, começa o ensino básico para as nossas crianças. Por isso, reservámos este espaço para relatarmos as alegrias e tristezas desta fase tão importante na vida das crianças. |
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#11 (permalink) |
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Embrião
Data de Registo: Nov 2008
Posts: 38
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Olá Manucha,
A Mariana adora a escola mas também noto que anda muito cansada. Ela entra na escola às 08.00 horas da manhã, o que é cedíssimo e de tarde tem ATL até cerca das 18.00 e são muitas horas. Depois chega a casa e vamos sempre verificar os TPC do dia porque nem sempre vêm bem feitos do ATL e é mesmo muita sobrecarga para ela, mesmo que os trabalhos para casa não sejam exagerados. O que me parece é que a pequena anda muito ansiosa com a quantidade de novas regras que agora lhe são impostas e tem imensas dificuldades em estar calada na sala de aula. Mas, quem anda mais ansiosa sou eu...... nunca sei como devo reagir com ela quando os trabalhos não estão muito bem feitos ou não se portou bem na escola, e tenho receio que esteja a pressioná-la muito pois ainda é muito pequena. Ela, tal como muitos colegas, andam com choro fácil e especialmente irrequietos, e penso que será da novidade e estou à espera que passe. |
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#12 (permalink) |
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Jornalista
Data de Registo: Oct 2008
Posts: 21
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Olá Manucha:
Mais de um mês depois do início da «escola a sério» - e mesmo com a turbulência de uma mudança de instalações - a Carolina lá anda feliz e contente. Mas estafada! Tão estafada que, pela primeira vez, desde segunda-feira que não reclama nem um centésimo de segundo quando é horas de ir para a cama. E tenho a impressão de que a cabeça ainda vai a caminho da almofada e ela já está a dormir ...Pois em relação aos TPC, parecem-me estar, por agora, num nível razoável: umas letrinhas para treinar, uns números, umas fichas simples e pouco mais. Nada parecido, ao que vejo, com o que se passa com o Tomás. Se acha que os TPC são demasiados, ou demasiadamente complexos, tenho uma sugestão: procure saber qual o método pedagógico que a professora do Tomás utiliza - existem vários, sendo que o mais usado é o analítico - porque os trabalhos de casa seguem as indicações dos diferentes métodos. Talvez numa conversa com a professora ela faça a ponte entre o que se passa na aula e os exercícios que manda para casa. Espero que tenha ajudado. |
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#13 (permalink) |
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Feto
Data de Registo: Oct 2008
Posts: 99
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Epascoa,
desculpe a minha ignorância, mas...em que consiste o método analitico, dentro do âmbito da pedagogia, no que respeita ao 1º ano do ciclo? Infelizmente as coisas com o filhote não estão a correr da melhor forma, já tivemos uma conversa com a professora e para ser sincera, apesar dos trabalhos de casa terem diminuido um pouco, no que respeita à quantidade, estes já foram por mim, postos para 2ºplano. Alterações de comportamento, atitudes explosivas, nervosismo, receios e baixa auto-estima, são comportamentos que despoletaram no "campeão", nas últimas semanas, levando me a questionar o tipo de metodologia pedagógica utilizado pela professora, no geral. Escusado será dizer que andamos mto preocupados e tristes, com toda esta situação, ele no inicio andava tão entusiasmado! Foi algo que não estavamos à espera, pois optamos por manter o Tomás no colégio, que frequenta desde os 6 meses e sempre estivemos satisfeitos com as metodologias utilizadas pelas educadoras e pela filosofia da escola. Foi como que se, "nos tivessem puxado o tapete por baixo dos pés!" Tendo em conta que o bem estar do nosso filho está sempre acima de qualquer outro, estamos a analisar a situação e a ponderar qual será a melhor atitude a tomar. Bjs |
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#14 (permalink) |
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Jornalista
Data de Registo: Oct 2008
Posts: 21
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Manucha:
Compreendo a vossa preocupação em relação à forma como o Tomás está a reagir a estes primeiros tempos de escola. Acredito que seja angustiante ver um filho muito pouco feliz, especialmente quando ao início andava tão contente. De qualquer forma, aproveito para lhe dizer que essas reacções que detecta no Tomás não são, de todo, exclusivas dele. Muitas e muitas crianças que entram no primeiro ciclo - dizem recorrentemente os especialistas em psicologia, em especial quando aplicada ao universo escolar - adoptam comportamentos semelhantes, que «apanham» os pais de surpresa e os deixam completamente baralhados. Após uma fase de «lua-de-mel», em que tudo é novidade e divertido - as rotinas e pequenas obrigações começam a impor-se e a escola perde um bocadinho da «piada» inicial. A boa notícia, dizem também os psicólogos educacionais - é que na esmagadora maioria dos casos esta é uma fase passageira, que começa a diluir-se a partir do momento em que o Tomás encarar a turma, a professora e as rotinas escolares como coisa «sua», isto é, em que as obrigações e rotinas permanecem mas a diversão e o companheirismo são cada vez maiores. E em que ir para a escola é super-divertido! Será que não é este o processo em que o seu filho está envolvido? Espero que tenha ajudado, um beijinho para si e outro para o Tomás Elsa PS - Em relação aos métodos pedagógicos, segue parte de um texto que escrevi para a PAIS & Filhos de Setembro (n.º224): «Pedagogos, cientistas, médicos e até filósofos têm-se dedicado ao longo do tempo à criação e desenvolvimento de métodos de iniciação à leitura e à escrita. Em contexto escolar, muitos professores optam por criar uma forma própria de ensinar, usando características de vários sistemas. Alguns dos principais métodos são: Método fonomímico – Utiliza, em simultâneo, os diversos sentidos da criança. Ela ouve e reproduz os fonemas (os sons das letras), aliando-os progressivamente aos grafemas (a forma escrita das letras), através de lengalengas ou cantilenas centradas no abecedário. É usado habitualmente para ultrapassar dificuldades ligadas a comportamentos disléxicos. Método natural – Parte da produção oral da criança – relatos, histórias inventadas, etc. – e desmonta-a em vários patamares: frases, palavras, sílabas e, finalmente, letras. A base é a espontaneidade e a criação livre infantis, que depois são aplicadas às metas pedagógicas. Tem na origem os trabalhos do pedagogo francês Celestin Freinet e, em Portugal, teve uma expressão significativa no Movimento Escola Moderna. Método analítico – O aluno aprende primeiro as letras, parte depois para as sílabas que compõem as palavras e, posteriormente, para as palavras no seu todo. Trata-se do clássico: «B» e «O» = «BO»; «L» e «A» = «LA»; resultado = «BOLA». É, ainda, o método mais usado no âmbito da aprendizagem da leitura em contexto escolar e a conhecida cartilha João de Deus – de carácter silábico – é, em parte, a aplicação destes princípios.» |
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#15 (permalink) |
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Feto
Data de Registo: Oct 2008
Posts: 99
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Olá epascoa,
Obrigado pela informação, ajudou-me bastante a enquadrar alguns conhecimentos que detinha neste campo dos métodos pedagógicos, no que respeita à iniciação da leitura. ![]() Desde a 1ª gravidez que os vários modelos pedagógicos, são uma área que me fascina e pela qual tenho particular interesse e curiosidade. Sempre que me é oportuno, compro um livro ou faço umas pesquisas na internet. A pedagogia Waldorf, acho um método bastante interessante e construtivo e ainda o mês passado, soube da existência de uma escola em Vilar de Aves, perto do Porto, "Escola da Ponte", que utiliza o método Global, penso que na iniciação à leitura, semelhante ao "natural" e no geral baseiam-se em varios tipos de pedagogias, com resultados educacionais, a meu ver, extraordinários! Recordo-me que no colégio que frequentei (Ramalhão em Sintra), na iniciação à leitura utilizei o "fonomimico" e parece-me que com o meu filhote, está a ser utilizado realmente, o analítico. A vida é uma constante apreendizagem!!! ![]() Em relação ao meu "campeão", esta última semana andou um pouco mais calmo, concordo que a fase transitória, a adaptação, uma maior exigência na concentração e responsabilidade, possam estar a contribuir para estes picos de alterações comportamentais, no entanto no decorrer de uma maior observação e atenção, da nossa parte para com o Tomás, entre uma pergunta aqui e outra ali, fomo-nos apercebendo de determinadas atitudes e afirmações da professora, que não nos parecem ser a melhor forma, talvez pouco positiva, na transmissão de conhecimentos. Reconheço, que em termos de resultados na apreendizagem, parece-me ser uma boa profissional, talvez com um patamar de exigência, a meu ver demasiado elevado, mas com bons resultados. No entanto nesta etapa do desenvolvimento das crianças, é fulcral um equilibrio, tendo em conta a parte socio-emocional da criança, ou seja "nem todos os fins justificam os meios". Na reunião que tivemos, foi-nos transmitido pela professora que o Tomás não apresentava dificuldades na apreendizagem, era extremamente sociavel com colegas e adultos, sempre disposto a ajudar o próximo, talvez se distraisse com alguma facilidade mas lidava bem com a autoridade e até utilizou a expressão "5 estrelas". Nos trabalhos feitos em casa, parece me que está a acompanhar mto bem todo o processo, já faz contas de somar e diminuir de "cabeça", sem recorrer á contagem pelos dedos, já consegue ler frases construidas com pequenas palavras começadas por "p" e vogais e faz cópias dessas frases, eu e o Pai estamos deveras supreendidos! No entanto, afirmações como, - Não quero ir à escola porque faço tudo mal! eram uma constante...o que não se enquadra no contexto, levando nos a questionar o porquê dessa baixa auto-estima, qdo tudo indica o contrário!? Nas últimas semanas, em casa temos trabalhado no sentido de contrariar este sentimento, entre conversas, dizendo-lhe que ele é um "crack" no futebol e na matemática, que se não conseguir fazer bem os trabalhos, logo à primeira não faz mal, á segunda já faz um poucadinho melhor e á terceira sai perfeito!, que os pais qdo andavam na escola também não acertavam logo á primeira, que se os meninos fizessem logo tudo bem, não precisavam de ir á escola, etc... Outro aspecto que observamos, através de um discurso repetitivo e até talvez um pouco obsessivo, por parte do Tomás, onde faz referência a duas colegas que fazem sempre tdo bem á primeira, são as mais inteligentes da turma, que a professora está sempre a dizer que são as melhores, que são um espectáculo. Tendo em conta que estamos num universo de 12 alunos com 6 anos, este tipo de comentários repetitivos por parte da professora, não me parece construtivo, quer para as restantes crianças, quer para as meninas em questão, não sei..., qual a vossa opinião? Vamos continuar atentos e aguardar o desenrolar dos acontecimentos... ![]() bjs |
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#16 (permalink) |
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Embrião
Data de Registo: Nov 2008
Posts: 38
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Boa noite,
A Mariana continua na sua saga de aprendizagem e acho que está muito bem. A professora disse que está tudo bem com ela, que está a aprender muito bem e dentro dos parâmetros esperados e que apenas falar em demasia na sala mas nada de exagerado. Fiquei muito descansada. A professora da Mariana parece-me ser muito boa, "à antiga", com um método de ensino sem atropelos e com exigência q.b.. Nunca notei que fizesse especial referência aos meninos que serão os melhores, apenas a Mariana me disse que há duas crianças que têm sempre bola verde no comportamento, mas desvaloriza esse facto, pelo que acho que não lhe é dada muita importância pela professora que não faz comparações. A Mariana não se tinha apercebido que seria das melhores e eu andava preocupada porque me dizia que estava sempre na última fila da sala e sozinha: pensei: estão a deixar a minha menina de lado..... Afinal, disse-me a professora que coloca atrás as crianças com mais facilidade de concentração e aprendizagem, que seria o caso da minha filha!!!! Notei uma coisa curiosa. Durante algum tempo em Outubro eu pressionei em excesso a Mariana para que aprendesse e a verdade é que os seus desenhos dessa altura começaram a ser todos rasurados e riscados, sem qualquer cuidado e muitos deles com excessivos apontamentos de preto, que foi algo que me deixou quase em pânico e chegou a dizer que não queria ir à escola porque tinha medo de ter bola amarela ou vermelha .... Reparei que quando eu me acalmei e transmiti essa calma à Mariana, os desenhos voltaram ao normal. Acho que eu é que estava a perturbar a minha menina, não a escola! ![]() Boa noite, Carla |
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#17 (permalink) | |
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Bebé
Data de Registo: Mar 2009
Localização: Lisboa
Posts: 534
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Citação:
Eu tb passo algumas ou mtas vezes por esta situação: qdo eu não tou bem a pequenina sente e tb não fica bem.
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#18 (permalink) |
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Jornalista
Data de Registo: Oct 2008
Posts: 21
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Pois é... muito do que nós sentimos e pensamos passa para os nossos filhos, mesmo quando não verbalizamos sentimentos. Isto acontece quando estamos felizes e, infelizmente, também se passa com as angústias e tristezas.
Altamente sensíveis, as crianças são autênticas «esponjas» emocionais e reajem conforme as vibrações que detectam em nós, por muito que achemos que lhes estamos a esconder as nossas preocupações. Não é fácil manter a calma e a serenidade, especialmente quando toda a família enfrenta novas situações e circunstâncias. Mas vale bem a pena tentar. Nós ficamos mais serenos e eles também. Muitos beijinhos para todos. |
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#19 (permalink) |
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Embrião
Data de Registo: Nov 2008
Posts: 38
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É bem verdade que os pirralhos absorvem tudo.
Noto isso desde que nascem, mas é muito difícil conseguir controlar todas as emoções, em especial quando estamos a pensar nos nossos filhos. Não sou uma mãe nada ansiosa quando são bebés e a verdade é qe os meus filhotes (3) sempre foram bebés calminhos, que comem bem e dormem a noite toda, mas quando começa a parte de desenvolvimento mental aí é que fico ansiosa. A Mariana é a que tem sofrido mais com isso pois é a mais velhinha em casa e está a abrir o caminho para os irmãos, e ainda por cima é a mais nova da escola pois faz os 6 anos só em 29.12.... Mas a parte engraçada é que a minha filha consegue acalmar-me e acho que já ultrapassei a fase inicial... É muito difícil ser mãe quando o nosso primeiro filho vai para a escola!!!! Mas é maravilhoso
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#20 (permalink) |
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Feto
Data de Registo: Oct 2008
Posts: 99
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Boa tarde,
Confesso que tenho andado desaparecida, foi um ano...digamos...atribulado .Infelizmente, o ano lectivo do Tomás não correu da melhor forma, depois do entusiasmo inicial em que tudo parecia estar a correr da melhor forma, seguiram se estados de baixa auto-estima, nervosismo, agressividade e outros comportamentos que eu nunca tinha visto no meu filho. Após mto dialogo e conversas, o Tomás lá se foi adaptando e as coisas acalmaram um pouco, mas o gosto de fazer os trabalhos era nulo, apenas a obrigação de fazê-los, o desespero de errar mantinha-se pois tinha medo que a professora grita-se com ele, já não se recusava a ir para a escola, mas eu via no olhar dele que não ia contente... As conversas com o Tomás sobre como se tinha passado o dia, revelavam atitudes pouco construtivas, no metodo pedagógico utilizado pela professora, isto para não falar de situações que demonstravam uma "perda de control" para com todas as crianças, tendo em conta que estamos a falar de uma turma de 12 alunos, pareceu-me grave... Após várias reunioes, em que demonstramos o nosso descontentamento, relativamente a estas situações, entre respostas de que "realmente aconteceu, mas não tenho por hábito agir dessa forma..." e incoerências de discurso, onde numa reunião tinha dito " que era", mas na reunião do mês seguinte "já não era" e um discurso onde era evidente de que a preocupação pelas fichas de avaliação estava sempre no topo das prioridades... Cheguei a passar por uma situação de que a criança, ao chegarmos á escola, se sentou no chão do carro, a chorar compulsivamente, a dizer que não queria ir para a escola, depois de conversarmos um pouco e perante o olhar admirado da irmã, (de que nunca tinha visto assim o mano), lá acabava por sair do carro...falei com a professora expliquei o que se tinha passado...e deixei-o lá com o "coração apertado"; depois ás 10h30, hora do lanche da manhã, telefonei para a escola, falei com a professora no sentido de saber como estava o Tomás...e a resposta dela foi " Não se preocupe, que a ficha de avaliação está a correr mto bem!", naquela altura tive que respirar fundo... 20 vezes... e depois disse-lhe que fichas de avaliação o meu filho há-de de ter muitas...eu queria saber era como ele estava!? As notas do Tomás sempre foram mto boas, mas...e o resto...!? O gosto por apreender, o gosto por fazer, a curiosidade de saber, onde estavam...!? Infelizmente e por mais transtorno que isso nos iria causar, a solução passava por mudar o Tomás de escola e de professora! Apesar de frequentar este colégio desde os 5 meses de idade e a intenção ser de continuar até ao fim do 4º ano, iria ser uma grande mudança, para ele e para nós... O Tomás iniciou o 2ª ano numa nova escola, está contente, feliz, entusiasmado, quando chega a casa é ele próprio que diz: " Mãmã vou já fazer os trabalhos de casa, para ficar já despachadinho" e faz os trabalhos satisfeito, bem feitos e sem medo dos "gritos da professora". Disse me que "A professora nova era mto simpática, que não gritava como a outra, que ás vezes ralhava um poucadinho com os meninos que se portavam mal, mas que os meninos também sabem que a brincadeira é só no recreio, não é mãmã? " As coisas voltaram á normalidade lá por casa...o nosso filho está bem...e nós como pais estamos bem...espero que as coisas continuem assim...e que esta mudança possa atenuar ou talvez... apagar... "as más experiências" vivenciadas pelo Tomás. Nem sempre os fins justificam os meios... |
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