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| Educação A educação tem um papel muito importante no desenvolvimento humano. Tudo o que se relacione com a escola poderá ser debatido, de forma aberta, aqui. |
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#1 (permalink) |
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Embrião
Data de Registo: Mar 2009
Posts: 7
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Comecei ontem a ler no Publico esta entrevista. Fiquei tão enervada que tive que parar e voltar a lê-la hoje e acalmar-me para poder escrever. Nesta entrevista o pediatra Aldo Naouri explica como os pais devem educar os seus filhos. Para além de discordar com quase tudo o que ele diz, ainda discordo com a postura dele, pois, no meu entender, não são os pediatras que têm que dizer a ninguem como educar os filhos. Podem aconselhar, expressar a sua opinião e guiar para os caminhos com os quais concordam, mas esse é o seu papel. Com o pediatra da R., que me foi aconselhado por uma amiga, e que aconselho a qualquer pessoa que me pergunte, já conversei sobre as minhas opções, já discordámos muitas vezes, já trocamos impressões sobre livros de pedagogia, sobre as actividades de tempos livres, etc. Escuto sempre os conselhos dele, e tomo a minha decisão, que pode até mudar e ir mudando. Porque a educação não é uma ciência exacta e parada no tempo e no espaço.
Aldo Naouri "defende uma educação sem relações democráticas, onde as crianças são postas no seu lugar, que é o de obedecer sem questionar. Eles não têm direitos, porque não são o centro do mundo." Ao contrário do que defende este pediatra, explicamos sempre à R. as razões pelas quais não pode fazer certas coisas, e outras pode. Ouve muitos NÃOS, mas também ouve muitos SIMS. Na minha opinião, o facto de explicar não quer dizer que não haja limites, nem regras, nem disciplina. Desde pequena que gosto que ela faça as suas escolhas, e que aprenda a escolher, porque escolher é difícil. E R. tem aprendido a viver com as suas más escolhas. E eu também. Porque na maioria das vezes também eu não sei qual a melhor regra e escolha para cada situação. Não sei se é bom, se é mau. Tem sido a minha (nossa) maneira, a minha (nossa) escolha, os meus (nossos) erros. Acabo por relembrar como começa o livro de outro pediatra muito conhecido Dr. Spock, cujo livro tem sofrido muitas alterações e reedições ao longo dos anos. O primeiro conselho que ele dá aos pais é: TRUST YOURSELF. YOU KNOW MORE THAN YOU THINK YOU DO. Joana PS- este texto está aqui por sugestão, sendo a copia integral de um post que publiquei no meu blog a semana passada, que gerou discussão: Miradouro |
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#2 (permalink) |
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Recém-nascido
Data de Registo: Nov 2008
Posts: 350
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Bem... fiquei sem palavras
!!! Leiam por favor a entrevista e digam de vossa justiça !! Vai contra tudo aquilo em que acredito... É claro que é difícil educar uma criança mas transformar isso no cenário que o pediatra Aldo Naouri descreve ... parece-me mais criação de outra coisas e não de crianças... Continuo a achar que devemos educar os nossos filhos com amor e carinho, regras e limites explicados ao nível de entendimento deles, exigências e cedências, não faz mal negociarmos as coisas com eles - quantas vezes consigo vestir a minha filhota à custa da promessa de que a seguir vamos andar de escorrega ... isso é errado? Para mim, não é!
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#3 (permalink) |
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Bebé
Data de Registo: Mar 2009
Localização: Lisboa
Posts: 534
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Eu cá gostava de viver na natureza, cultivar a terra, pescar no rio e criar umas galinhas!!!! Andar sem sapatos e se possível sem roupa!!!!
Um clima quente e uma cabana!!! Não existir despertadores, TV, automóveis, modas de roupa!!! Grandes tretas!!! E quando ficar doente??? Onde estão os hospitais!??? E a galinha iria morrer de velha porque não estou a imaginar a cortar-lhe o pescoço!!!!! Viver com regras já me faz alguma confusão mas concordo que para viver na nossa sociedade tem mesmo que ser!!!!!!!!! Mas, falar-me de educar uma criança com regras rígidas e sem opinião ou iniciativa é completamente estúpido. Mariajcosta: entende-me agora o porquê de me fazer confusão a notícia da família comparada a uma empresa???!!!!! |
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#4 (permalink) |
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Jornalista
Data de Registo: Oct 2008
Posts: 13
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Naouri fala das crianças como se elas fossem um 'problema' que os pais têm de resolver. É um sentimento, aliás, extensível a outas áreas. Hoje em dia a gravidez é um 'problema', o parto é um 'problema', a amamentação é um 'problema'. As coisas normais da vida passaram a ser 'problemas' que é preciso resolver rapidamente e higienicamente.
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#5 (permalink) |
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Feto
Data de Registo: Jan 2009
Localização: Lisboa
Posts: 60
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É fantástico como neste mundo ainda há pessoas que nos conseguem surpreender! Nunca pensei ler nada do género!!! este senhor quando era criança devia sonhar ser ditador mas como não conseguiu optou por ser pediatra!
![]() Mas cabe na cabeça de alguém dizer SIM ou Não sem explicar????... não faças isto ou aquilo porque NÃO!... se há coisa que defendo é o diálogo entre pais e filhos. Fui educada assim e é desta forma que estou a educar a minha filha. Quero que ela perceba o que está bem e o que está mal e que tenha consciência dos seus actos sejam eles bons ou maus. Já basta a estupidez humana que se verifica no mercado de trabalho onde muitas vezes os superiores hierárquicos dão ordens ao seus subordinados sem explicarem a razão das coisas. ![]() Por isso é que o mundo e as pessoas estão como estão: tristes, deprimidas, assustadas, oprimidas, inquietas, angustiadas, vivem na dúvida, na desconfiança. É isto que este pediatra obsoleto quer passar para as novas gerações? Criar YES-MENS e YES- Womens????...pessoas que não conseguem pensar por si próprias e se limitam a cumprir ordens sem questionar???...mas isto cabe na cabeça de alguém???????? ![]()
Última edição por Angel : 01-04-09 às 14:43:37 |
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#6 (permalink) |
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Directora
Data de Registo: Oct 2008
Posts: 301
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Olá Pipa. Acho que percebi a sua ideia mas quando falávamos nessa comparação é no sentido de equipa e em família é isso que somos. Todos trabalhamos para a causa comum que é o bem estar de todos e para que isso aconteça temos de conhecer as nossas regras, até onde podemos ir para não pesar nem atrapalhar a vida do outro. Acho que o respeito mútuo começa dentro de portas e se os nossos filhos se sentirem respeitados, serão os primeiros a ter a noção do respeito e a respeitar os outros. Em casa, na escola, e no resto da vida.
Não pretendíamos nunca fazer uma comparação literal a uma empresa no que de mais frio e rotineiro isso possa significar. Mas uma família tem ou não tem objectivos? Tem ou não tem regras? |
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#7 (permalink) | |
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Directora
Data de Registo: Oct 2008
Posts: 301
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Ainda bem que alguém que não eu avançou com esta questão. É que por razões óbvias tive de ler o livro na diagonal e não queria acreditar no que lia. Pior do que isso é ver a projecção que teve e a falta de sentido crítico perante barbaridades que o pediatra espanhol diz. Ver as crianças como um problema para o qual ele tem a solução mágica dá-me logo a volta ao estômago. Mas querer neutralizar seres humanos revolta-me.
Gostei da discussão no Miradouro e mais ainda de ter trazido para este fórun. Seja bem vinda Citação:
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#8 (permalink) | |
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Bebé
Data de Registo: Mar 2009
Localização: Lisboa
Posts: 534
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Citação:
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#9 (permalink) |
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Feto
Data de Registo: Dec 2008
Localização: Lisboa
Posts: 88
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Realmente, sem palavras...como as perspectivas educacionais podem variar...
Beijinhos, Sofia ************************************* |
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#10 (permalink) |
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Embrião
Data de Registo: Apr 2009
Posts: 1
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Se houver alguma coisa a acrescentar à miopia generalizada (porque as "coisas" só têm mesmo a importância que lhes damos...) deixo um pequeno link de dois textos do blog que vou mantendo e que penso, de uma forma ou de outra, sem muitas delongas podem contribuir para uma discussão saudável...
um deles está relacionado com o Trust Yourself, da cara Joana, que tive oportunidade de comentar, então e outro, embora o titulo assuste, faz o que pode para considerar a vulgarização da violência no desporto-rei, na televisão, um problema que poderia ser afinado... Não são as minhas preocupações únicas, como Pai, mas duas que isolei, só para existir... se faz sentido o aforismo "Penso, logo..." Leonardo B. Bizarril impressões digitais: Chiça, que o gajo é burro... e impressões digitais: Mais tranquilidade, Sr. Bento, mais tranquilidade… Até breve |
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