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| Educação A educação tem um papel muito importante no desenvolvimento humano. Tudo o que se relacione com a escola poderá ser debatido, de forma aberta, aqui. |
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#11 (permalink) |
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Embrião
Data de Registo: Mar 2009
Posts: 7
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Nós escolhemos uma educação sem violência. A principal razão é que gostaria de viver num mundo sem violência. A nossa filha tem 4 anos e não sabe o que é uma palmada. Nem na mãe, nem no rabo, nem em lado nenhum. E isso é algo de que me orgulho. Pode mudar. Não posso nunca garantir que um dia não perco a cabeça. Mas acho que é possível educar sem recurso à tradicional palmada, embora seja mais dificil. E sem palmada conseguimos ensinar que as nossas acções têm consequencias. R. é super obediente. A nossa visão não é partilhada pela maioria das pessoas, eu sei. As pessoas costumam dizer que uma palmada não faz mal a ninguem. Mas não me interessa. Tambem não faz bem.
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#12 (permalink) |
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Recém-nascido
Data de Registo: Nov 2008
Posts: 350
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Joana Mendonça: "Nós escolhemos uma educação sem violência. A principal razão é que gostaria de viver num mundo sem violência"
![]() Estou completamente de acordo... A minha princezinha tem 2 anos e até hoje também não nunca recorremos à palmadinha, palmada ou palmadona para nos impormos !! Temos conseguido gerir as birras, as refilices, a teimosia,... com muita calma e carinhos... Por sorte, a minha filha não faz birras fora de casa... quando as faz, é dentro de casa!!! É talvez mais fácil não perder a calma, não sei ...A questão que eu queria colocar aqui é: quando nós, pais, temos este princípio de educar com amor e carinho, dizemos não à violência e aos castigos corporais,... tendencialmente também rejeitamos programas de TV que sejam violentos, brincadeiras violentas,... e tudo o mais... Mas quando os nossos tesourinhos entram "no sistema", ou seja, brincam com outras crianças (primos, coleguinhas da escola ou do jardim-de-infância) e apanham um soco de um deles, ou uma unhada, ou uma dentada ??? O que é que devemos fazer ???? A minha pequerrucha já foi "atacada" pelos priminhos mais do que uma vez e ela fica literalmente sem reacção!!! Nem chora!! Fica parada completamente espantada!!! O avô, cheio de pena da única princezinha da família, já lhe disse "Da próxima vez, fofinha, fazes igual!!! Bate também!!!". Mas, na realidade, não faz muito sentido que seja assim ...
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#14 (permalink) |
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Bebé
Data de Registo: Mar 2009
Localização: Lisboa
Posts: 534
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Sissy: a minha filhota no infantario isolava-se do grupo, mostrava insegurança e medo dos amiguinhos. Nestes ultimos tempos parece uma sabida!!!!
A minha filha é das pequenotas do grupo e nestas idades (meses) nota-se muito as diferenças!!!! A sua filha em breve (estou convencida) vai-se mostrar uma valente!!!!
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#15 (permalink) |
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Recém-nascido
Data de Registo: Nov 2008
Posts: 350
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Eu espero que sim!!!
A minha filha não gosta de partilhar os brinquedos ...tal como a maioria das crianças de 2 anos!! O pediatra já nos disse que, nessas idades, as crianças acham que tudo à volta delas lhes pertence (num raio de 80 cms!!!) ... Ou seja, se alguma coisa lhe desperta a atenção e outra criança quer o mesmo (geralmente o priminho, da mesma idade) começa a guerra !!! Precisamente porque o priminho tem a mesma idade e também acha que tudo à volta dele lhe pertence!!! Nós tentamos sempre que eles resolvam sozinhos o "conflito" e, até há umas semanas atrás, resultava: ou a minha filha ou o priminho desistia e ia em busca de outra coisa ... Mas ultimamente, o pequenote resolve o problema batendo, arranhando, mordendo ou beliscando... A mãe diz que ele teve de aprender a defender-se no jardim-de-infância porque lá os outros é que lhe faziam o mesmo !!!! A minha filha é muito sociável ... adora brincar com outras crianças... no parque infantil, na casa dos nossos amigos que têm filhos, até na sala de espera do pediatra, ela vai ter com os outros miúdos (sejam mais novos ou mais velhos) e "mete conversa" (o oposto de mim, com a idade dela, era um bichinho do mato !!!!).Mas, realmente, acho que tens razão, Pipa, ela vai ter de criar defesas e conquistar o espaço dela no jardim-de-infância... Não sei muito bem como ... porque não consigo imaginar que ela vá bater nos outros miúdos para se defender... Como é mulher, de certeza que vai encontrar uma forma mais inteligente de conseguir o que quer !!!!!
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#16 (permalink) |
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Feto
Data de Registo: Oct 2008
Posts: 99
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Antes de mais quero agradecer a todos os que aqui deixaram a sua opinião sobre o tema " Nova lei que proíbe os castigos corporais em crianças.
Numa altura em que se torna iminente uma alteração no sistema educativo, quer familiar, quer escolar, começa-se agora a falar de um método iniciado por Marshall Rosenberg, "Comunicação não violenta". Onde se encontram novas formas de comunicação, com alternativas pacificas, um modelo claro e efectivo de comunicação cooperativa, consciente e compassiva. Estamos mto habituados a julgar, criticar e deitar culpas a nós e aos outros, quando as nossas necessidades não se satifazem, isto cria mal estar e recalcamento, a CNV oferece-nos uma alternativa centrando a nossa consciência nos sentimentos e nas nossas necessidades e nos sentimentos e necessidades dos outros, abrindo assim as portas á conexão e harmonia. Na práctica, se eu sou agressivo na linguagem e autoritário para com uma criança, de modo a que ela faça algo ou não faça, estou a despoletar nessa mesma criança um comportamento idêntico para comigo,por outro lado se eu falar com calma e com sentimento vou receber da sua parte o mesmo tipo de discurso. Um assunto interessante e construtivo... Obrigado |
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#17 (permalink) |
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Recém-nascido
Data de Registo: Nov 2008
Posts: 350
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Os princípios que estão na base do método de "comunicação não violenta" não são novos... na verdade são os mesmos que estão na base do "gentle-teaching"...
![]() Não gritar, não bater, não humilhar, manter a calma e a serenidade, ter em conta o ponto de vista da criança,... ![]() O que acho muito interessante neste modelo de Marshall Rosenberg é a aplicação que faz nos programas de paz entre paises em guerra, na mediação dos conflitos... ![]() Na verdade, se desejamos viver num mundo sem violência, devemos começar a praticar a "não violência" dentro das nossas casas, na relação com os nossos filhos, com os nossos maridos, com os nossos amigos, com os nossos colegas de trabalho,... não é tarefa fácil mas é possível!!!
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#18 (permalink) |
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Embrião
Data de Registo: Mar 2009
Posts: 7
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Cara Sissy, estou inteiramente de acordo consigo. Para podermos viver num mundo sem violência, temos que começar entre as 4 paredes.
Quanto à escola, acho que há soluções. A minha filha tem 4 anos e não bate em ninguém, nem nunca bateu. Aquilo que lhe temos ensinado é que bater não é solução e que é falta de imaginação. Que devemos solucionar as nossas zangas a falar, e que quando não conseguimos devemo-nos afastar. Houve uma fase em que ela se queixou, na creche, e eu disse-lhe que quando alguem lhe batesse para ela procurar um adulto. Ela fazia muito isso, mas agora já não faz. Conseguiu encontrar uma forma de lidar com isso. tambem lhe digo que se ela estiver muito irritada deve bater no sofá, para libertar as energias negativas! E temos feito isto desde que ela é bébe. E tem resultado! |
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#19 (permalink) |
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Recém-nascido
Data de Registo: Nov 2008
Posts: 350
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Sempre que leio sobre o tema da violência contra crianças, seja ela física ou emocional, fico com o coração apertado! Não consigo entender que se magoe uma criança, seja por que motivo for... na minha opinião, nenhum motivo justifica esse comportamento
!No site da revista PAIS&Filhos, está hoje a referência a um estudo muito interessante realizado pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto ...Fez-me lembrar uma situação que aconteceu no fim-de-semana e que nos deixou a todos (eu e o meu marido, a minha irmã e o meu cunhado, e até o meu sobrinho de 12 anos!) muito mas muito incomodados !Estávamos nós a jantar sossegadinhos no terraço no sábado à noite quando, de repente se ouviram os gritos da nossa vizinha: "Eu bato-te!!", "Vais apanhar uma sova!!", "Não entras em casa, ouviste?? Vais dormir no tapete da rua!!"... Bem... curiosidade, pânico, preocupação,... levantamo-nos e fomos espreitar o que se estava a passar: a vizinha de trás aos gritos com a filhota (de 5 anos). Conseguimos perceber que a senhora tinha a casa inundada... e que a culpa tinha sido de alguma asneira da pequenina... A senhora estava em fúria: acabou mesmo por dar um estalo na cara da filha que ficou sentada no tapete, em cuequinhas, à porta de casa até escurecer (a porta de casa estava aberta e a mãe estava a apanhar a água do chão)... O meu sobrinho, muito sensível por natureza apesar de ser um grande traquina, chorava baba e ranho, queria ir lá buscar a miúda!! As opiniões dividiram-se: a minha irmã e o marido vivem em França e, para eles, há apenas uma atitude a tomar: denunciar! Eu o meu marido, mais cautelosos (ou cobardes, sei lá!) não concordamos: é verdade que a vizinha fala alto... é verdade que, muitas vezes, a ouvimos a ralhar com a filha... vivem sozinhas... nunca nos apercebemos de violência... mas os gritos também são violência? Não sabemos o que se passa dentro de casa... apenas assistimos a essa triste cena... Sabemos que, qualquer pessoa que conheça situações de perigo deve denunciá-las à Comissão de Protecção de Crianças e Jovens, mas fica a dúvida: será que estamos perante uma situação real de perigo?? Uma amiga e colega do Porto, assistente social, aconselhou-me a esperar e estar atenta a mais alguns sinais que possam surgir... Alguma vez se confrontaram com uma situação semelhante?? O que fizeram ??
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#20 (permalink) |
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Feto
Data de Registo: Dec 2008
Posts: 78
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Numa situação dessas de ver a casa inundada a senhora até nem se passou muito. Vocês sabem lá se a pessoa já sem inundações tem dificuldade em manter a casa, é natural que fique furiosa. É muito bonito falar dos outros sem estar nos sapatos deles...
Não acho a situação nada de especial, se fosse há 15 ou 20 anos a miúda levava uma sova a sério e ninguém dizia nada. Levou só um estalo, aprendeu. Se calhar aqui no norte o pessoal não é tão soft. Preocupa-me mais é que se a miúda inundou a casa, é porque estava sozinha e sem vigilância. Foi uma inundação, e se tivesse brincado com fósforos? Em público é o mesmo que em casa. Se precisar de dar uma palmada dou. Se não o que acontece é que muitas vezes ela entra em euforia ou birra total porque sabe que em público é muito difícil que a chamem à atenção - com palmada ou não - como em casa. Certa vez até os óculos da avó foram a voar no meio do hiper... comigo isso não resulta. Última edição por PDC : 17-07-09 às 12:50:42 |
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