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| Educação A educação tem um papel muito importante no desenvolvimento humano. Tudo o que se relacione com a escola poderá ser debatido, de forma aberta, aqui. |
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#1 (permalink) |
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Feto
Data de Registo: Oct 2008
Posts: 99
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Bom dia
Quero neste forum, abrir um debate sobre a nova lei que proíbe os castigos corporais em crianças no seio da familia ( palmadinha educacional) e na escola. Deixe a sua opinião. Obrigada |
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#2 (permalink) |
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Embrião
Data de Registo: Oct 2008
Posts: 35
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No seio da família:
A meu ver, sempre foi proíbida... Qualquer vizinho ou professora que desse conta de maus tratos poderia chamar a policia e iniciava-se um processo. Quanto a palmadinhas... serei sempre a favor de uma palmada no rabo do meu filho de 5 anos. Nem me lembro quando dei a última, mas não vejo isso com olhos tão negativos. Na escola: Totalmente a favor que não exista qualquer espécie de castigo fisico. No entanto existem castigos psicológicos bem mais duros e por vezes humilhantes. Deverá existir bom senso. |
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#3 (permalink) |
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Jornalista
Data de Registo: Oct 2008
Posts: 21
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Tudo começa por se saber o que se entende por «castigos físicos». É evidente que não concebo tocar numa criança de modo a magoá-la, por pouco que seja.
No entanto, e falo por experiência própria, o «sacudir da mosca» na ponta dos dedos ou o «sacudir o pó» na fralda dão, por vezes, muito bons resultados. Não se trata de magoar, humilhar ou menospezar os sentimentos das crianças. Trata-se de fazer um «ponto de ordem à mesa» e estabelecer, às vezes de forma imediata, alguns limites. |
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#4 (permalink) |
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Embrião
Data de Registo: Nov 2008
Posts: 3
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Eu entendo que uma palmadinha na hora certa nunca fez mal a ninguém antes pelo contrario. Mas eu no meu caso pessoal utilizo mais um castigo dá um resultado extraordinario.
A minha filhota que fez agora 3 aninhos anda naquela fase da teimosia, de que só ela é que sabe...Sb como é certamente. Então faz birras por tudo e por nada... De vez enquando sai uma palmadinha no rabo, mas uso muito o castigo de não sair de casa, quando os tios a convidam para a levarem ao parque eu não a deixo ir e digo que como ela se portou mal está de castigo, é impressionante ela olha para mim e não diz nada, percebe o porque da tomada da minha atitude, e isso sim é que me importa que ela tome conciencia de que se portou mal... Mas cada caso é um caso, e só nós pais é que temos que arranjar a melhor maneira de lidarmos com os momentos menos bons dos nossos filhos.. Esta é a minha opinião, mas como sou verdinha nestas coisas.... |
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#5 (permalink) |
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Embrião
Data de Registo: Nov 2008
Localização: Alcochete
Posts: 8
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Abuso verbal, ameaças e castigos físicos
Todos nós estamos plenamente conscientes que em muitos ambientes familiares predominam as ameaças e o abuso verbal. Um dos conselhos dos especialistas é que o educador nunca deve aviltar a criança, pois o desprezo, adicionado a expressões agressivas e rudes, destrói nela o senso de vergonha e gradualmente corrói a sua auto-estima. Os nossos filhos são como novas plantas no jardim da espécie humana. Eles têm uma extrema necessidade do nosso afecto, carinho, amizade e compaixão. Os educadores, portanto, nunca deveriam recorrer aos palavrões ou abusos verbais, mas sim trata-los com a mais extrema bondade e paciência e fazer uso de métodos lógicos e científicos (aprovados pelos especialistas) para corrigir a sua conduta. A educação da criança não é uma tarefa fácil, nem uma tarefa a ser realizada conforme os sentimentos e inclinações de cada um. Os efeitos nocivos dos castigos físicos Os efeitos nocivos da punição física são inúmeros; em suma, bater numa criança torna-a obstinada e rude, criando um duradouro sentimento de vingança no seu coração. A criança mal tratada, constantemente castigada, torna-se num indivíduo vingativo e brutal, com um coração de pedra. Gritar e bater nas crianças Um estudo do Murcdoch Children's Research Institute, na Austrália, revelou que gritar e bater nas crianças aumenta a probabilidade destas virem a sofrer de algum tipo de doença mental. A investigação envolveu 700 crianças entre 7 meses e 3 anos. Verificou-se que os menores sujeitos a uma disciplina dura com castigo físico, tinham mais probabilidade de bater, pontapear ou morder os colegas e uma maior tendência ao isolamento social e à violência física e verbal repetida durante a infância. Alertam os autores que pode ainda conduzir a uma situação de alcoolismo, droga, crime, suicídio e desemprego na idade adulta. O stress dos pais é muitas vezes apontado como desculpa para este tipo de atitude. Quando os pais batem numa criança ou lhe gritam estão a ensina-la a fazer isso mesmo. O maior desafio é responder-lhe da forma que gostariam que ela lhe respondesse, recomenda Jordana Bayer, psicóloga e autora do estudo. Última edição por krissu : 08-11-08 às 00:09:43 |
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#6 (permalink) |
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Feto
Data de Registo: Feb 2009
Posts: 86
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Não há nada como ma palmadinha na hora certa.
O problema é quando essa palmadinha começa a ser demasiado recorrente por coisas demasiados banais. Quando andei na escola, se dizesse em casa que o Prof me bateu levava logo outra porque alguma tinha feito, isto porque tive professores que não abusavam dos castigos corporais mas sim das palmadinhas na hora certa. Havia respeito pelo professor e o professor tinha respeito pelos alunos mesmo sendo miúdos. |
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#7 (permalink) |
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Feto
Data de Registo: Feb 2009
Posts: 69
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Quando andei na escola (primária) os castigos eram réguadas, orelhas vermelhas, canas na cabeça e castigos por tudo e por nada. Existia medo e não respeito.
![]() Agora os miudos batem nos professores também por tudo e por nada. Continua a não haver respeito.
Última edição por Isabel Fraga : 19-02-09 às 12:25:21 |
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#8 (permalink) |
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Feto
Data de Registo: Jan 2009
Localização: Lisboa
Posts: 60
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Antes era o 8 e agora é o 80. Hoje em dia não se pode levantar a voz a uma criança ou dar-lhe uma palmadinha no momento certo porque é anti-pedagógico, porque cria traumas, porque é humilhante, etc, etc.
Penso que o bom senso é fundamental. Nem bater por tudo e por nada nem permitir que as crianças façam o que bem lhes apetece. Sou absolutamente contra a violência e penso que o diálogo é fundamental na educação de uma criança apesar de uma palmada ser por vezes necessária e um castigo também. Temos que ter paciência e explicar-lhes o que está certo e errado e acima de tudo temos que dar o exemplo pois as crianças aprendem com os nossos actos e não com os nossos discursos. Tenho uma fiha de 14 meses que já me adora desafiar. Quando faz asneira chega ao pé de mim e acena que não com o dedo e simula um tau-tau na própria mão. Ela já percebe que não se faz!!!...assimilou num instante as minhas palavras e os meus gestos. Mas também temos o reverso da medalha, ou seja, quando age correctamente é ela própria que bate palminhas Eu fiquei sem palavras...
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#9 (permalink) |
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Embrião
Data de Registo: Oct 2008
Posts: 35
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Vou contar uma coisa que aconteceu com o meu filho de 5 anos, no ATL da préprimária.
As responsáveis do ATL eram exigentes, e por várias vezes colocavam os meninos de castigo. O que sei dessa altura é que o meu filho andava controlado, escutava, desenhava, etc. Alguns pais não gostaram dos castigos (não eram corporais), exigiram as trocas das funcionárias, e desde à 15 dias que as novas funcionárias estão em funções: Resultado: O meu filho está completamente endiabrado, está a desaprender o que tem aprendido, e eu agora tenho de arranjar tempo para ir buscá-lo mais cedo ao ATL. E tudo porque os pais não gostam dos meninos castigados... |
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#10 (permalink) |
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Recém-nascido
Data de Registo: Nov 2008
Posts: 350
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Parabéns a Portugal por ter alterado a legislação, que proíbe e pune os "castigos corporais, a privação da liberdade das crianças e as ofensas sexuais"!!!
![]() Mas esses castigos corporais de que se fala não abrangem as palmadinhas no rabinho ou nas mãos, o "sacudir" o pó ou "a mosca", certo ?Seja como for, eu sou contra qualquer tipo de castigo físico... porque acho que não resultam... Já dizia a minha avó: "menino que não vai à palavra, também não vai à palmada!" . Acho que rapidamente se passa da palmadinha que não dói nada para o bater de maneira a fazer doer mesmo!! E isso sim, já é mau-trato !!As crianças que conheço que apanham palmadas quando se portam mal, não se portam melhor do que a minha filha , fazem disparates à mesma... fazem birras à mesma... talvez até façam mais!!!! Então o que é que bater resolve?? Nada!!!Li recentemente n´O Livro da Criança" do pediatra Mário Cordeiro que uma criança de 2 anos, depois de se portar mal e de ter sido chamada à atenção (seja de uma forma negativa ou positiva) tem 80% de probabilidades de repetir aquele comportamento no mesmo dia!!! Dá que pensar !!!!
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