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| Fertilidade Dúvidas e novidades sobre a problemática da infertilidade. |
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#1 (permalink) |
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Directora
Data de Registo: Oct 2008
Posts: 301
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Será que a declaração de infertilidade pode acabar com um casamento? O que é preciso para continuar a manter acesa a chama do amor e da paixão nestas situações? A frustração e a obssessão que se gera em torno do objectivo de ter filhos pode ser mortal para uma relação. Será?
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#2 (permalink) |
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Recém-nascido
Data de Registo: Nov 2008
Posts: 350
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O sonho de ter um filho com a pessoa que amamos é talvez o sonho que a maioria das pessoas têm... Não é por nada que, já os antigos diziam, "um casamento sem filhos é como um jardim sem flores...".
Mas, não tem de ser necessariamente assim! Conheço casos de casais que, após anos de tentativas infrutíferas para engravidar, se mantêm unidos, apaixonados e canalizam o seu amor para outro lado, que pode ser a adopção (embora tantas vezes haja entraves duríssimos à adopção por parte das entidades responsáveis ... mas isso é outro assunto!).Depois, claro que há casos em que o casal não aguenta a desilusão, a frustração de não conseguir ter filhos... Chegam a sentir desprezo pela outra pessoa, quando se chega à conclusão que o problema é dele ou é dela... Isso sim, é muito triste! E aí sim, a infertilidade acaba de vez com o casamento... ou será que a infertilidade é o pretexto (de peso, sem dúvida...) para acabar com o casamento? Será que o casamento não estava à partida frágil? Não sei... |
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#3 (permalink) |
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Feto
Data de Registo: Feb 2009
Posts: 69
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Todos os casamentos tem a sua fragilidade!!!!! E a infertilidade com os sentimentos de culpa pode acabar com o casamento ou pode apenas abala-lo... Mas, não é o só a infertilidade qua abana um casamento: a familia(que às vezes atrapalha), o desemprego(falta de dinheiro e de realização), a rotina(rrrrrrrr), a infidelidade(não vale cuspir para o ar), os feitios(hoje vivemos muito independentes uns dos outros), tantos exemplos....
![]() Todos os casamentos são frágeis e são postos à prova quanto menos se espera (e pelo menos uma para não dizer muitas vezes!!!!).![]()
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#4 (permalink) |
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Bebé
Data de Registo: Mar 2009
Localização: Lisboa
Posts: 534
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Eu tenho uma colega de trabalho que anda nessas vidas dos tratamentos para ficar grávida. Já teve de gémeos e teve de abortar aos 3 meses porque estavam mal formados. A rapariga anda sempre triste, fechada e sempre a chorar. Pergunto-me inumeras vezes: e a adoção?!!!????
Acaba com o casamento??!!! Cá entre nós: acaba com a sua própria vida. Última edição por Pipa : 27-03-09 às 12:54:16 |
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#5 (permalink) |
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Embrião
Data de Registo: Apr 2009
Posts: 2
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Tenho 31 anos e uma filha de 4 anos. Engravidei à primeira tentativa, a gravidez foi óptima, mas o parto teve que ser cesareana porque me rebentaram as águas e depois de 24h ainda não tinha entrada em trabalho de parto. Correu lindamente! Há cerca de 2 anos decidimos ter o segundo filho, entusiasmados, cheios de vontade mas os meses foram passando e nada acontecia. Fui à minha médica que me receitou comprimidos para acertar os ciclos, experimentámos três meses e nada. Passámos então à parte dos exames, eu ás trompas e o meu marido ao esperma. O resulta que deu foi que eu tinha uma trompa totalmente entupida e a outra parcialmente. Vai fazer agora um ano que fiz uma Laparascopia para desobstruir as trompas. A médica deu-me seis meses para engravidar e se nada acontecesse teria que fazer um tratamento de estimulação à ovulação, assim foi, em Setembro de 2008 comecei com Dufine, dois meses e nada, dufine e estrofem, ecografias mensais para controlar a ovulação, sexo em dias marcados, stress, ansiedade e uma grande frustração. Fiz 5 meses os tratamentos e nada. Tive dores de cabeça, mau estar, sentia que a minha vida sexual tinha morrido, apenas podiamos ter relações para procriar, a nossa filha sempre a pedir um irmão, as minhas amigas grávidas... enfim uma pressão, tristeza e frustração cada vez maior e agonizante. Em Fevereiro, após ter feito o tratamento, a ecografia mostrava que não estava a funcionar e que teria que aumentar as doses do tratamento e levar uma injecção por mês. Saí a chorar, totalmente desesperada e sem forças para continuar a viver assim... Falei com o meu marido e decidimos fazer uma pausa em tudo, voltarmos a ter uma vida sexual normal e se acontecer, vai ser uma enorme felicidade. Continuamos a desejar fortemente este filho e mais um se possível, mas não podiamos continuar a viver assim. Para o nosso bem estar, casamento e vida familiar. A nossa sorte é que somos um casal que se ama acima de tudo e que nos apoiamos condicionalmente, mas penso que um problema destes pode acabar com uma pessoa e com uma relação. Só quem passa por isto é que consegue compreender a dor que é, não é nada que se consiga explicar por palavras. Eu penso quase todos os dias em ter um bebé, mas traçei uma meta profissional para este ano, de maneira a não me deixar consumir por esta situação. A todos aqueles que estejam a passar por isto ou que venham a passar, tentem ser fortes e quando sentirem que chegaram a um limite, não desistam, mas façam uma pausa, recuperem a energia e voltem a tentar. Se nada acontecer este ano, para o ano vou fazer tratamentos mais a sério, custe o que custar, mas precisava de um tempo para descansar e acabar com a ansiedade.
Boa sorte para todos aqueles que estejam na mesma situação. |
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#6 (permalink) |
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Directora
Data de Registo: Oct 2008
Posts: 301
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A sua situação deve ser muito angustiante. Ainda bem que os dois elementos do casal se apoiam tanto porque o que me parece é que muitas vezes o próprio casamento fica em causa com este tipo de experiência. é bom saber que há quem não duvide do amor. Manter a esperança é fundamental. Boa sorte.
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#7 (permalink) |
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Bebé
Data de Registo: Mar 2009
Localização: Lisboa
Posts: 534
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Filipa Duarte: Lembre-se sempre que tem uma filhota!!!! Ajuda!!!!
![]() ![]() Eu tenho uma filha de 21 meses e adoraria ter outro filho. Mas, pela idade (37 anos) e pelas dificuldades financeiras parece-me não irá passar de um sonho!!! ![]()
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#8 (permalink) |
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Embrião
Data de Registo: Apr 2009
Posts: 2
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Muito obrigada pelo apoio.
Nesta fase estamos muito mais calmos, mais felizes e a aproveitar a nossa filha ao máximo e tempo a dois para namorar "livremente". Sem contas, sem stress nem dias marcados. Tenho perfeita noção que muita gente passou e passa por coisas piores do que eu, mas quando estamos a viver uma fase da nossa vida tão angustiante e frustrante por vezes não é fácil pensar nas outras coisas boas que a vida nos dá! Mas somos um casal forte e há de correr tudo bem. A esperança e a vontade são as últimas a morrer. Vamos continuar a tentar! Filipa |
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