Já não basta o sofrimento e a
angústia de não se conseguir engravidar e ainda ter de entrar numa luta contra o tempo. As listas de espera infindáveis nos hospitais públicos e idade das mulheres atira casais para o sector privado. Todos sabemos que as mulheres têm o primeiro filho cada vez mais tarde, e as que tentam não partem do princípio que são infertéis logo à primeira tentativa falhada. Normalmente só ao fim dois anos e tal a tentar engravidar é que se começa a pôr a questão de eventual problema. O que atira as mulheres para uma faixa etária, normalmente acuima dos 30, 32 anos. Entre ser chamada, fazer exames e ficar em lista de espera pode passar uma ano. Entre tratamentos hormonais e a primeira intervenção passa mais um tempo. Ou seja, quando finalmente se consegue uma inseminação, ou fertilização in vitro já a mulher está a passar os 35 anos. Se falhar só tem mais três anos para voltar ao início. Depois. Acabou. É muito duro.