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| Parto Discuta e esclareça, aqui, todos os mitos e medos do parto. |
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#1 (permalink) |
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Directora
Data de Registo: Oct 2008
Posts: 301
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Cada vez mais ouvimos relatos de partos em casa. A classe médica em Portugal tem os maiores receios e assume-se quase como adversária da opção, invocando razões de segurança clínica para a mãe e para o bebé. Felizmente começam a surgir cada vez mais profissionais de saúde informados e esclarecidos que vão trilhando caminho. Para podermos tomar uma decisão consciente devíamos ter acesso a todo o tipo de informação como esta entrevista na PAIS & Filhos de Janeiro, uma extensa entrevista com a parteira italiana, Verena Schmid
Última edição por mariajcosta : 26-03-09 às 16:00:20 |
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#3 (permalink) |
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Embrião
Data de Registo: Oct 2008
Posts: 28
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Olá!
Percebo perfeitamente as mulheres que optam por um parto domiciliário, quando bem acompanhadas é claro! Se os nossos hospitais tivessem todas as condições necessárias ao parto humanizado, principalmente no que diz respeito à formação dos profissionais de saúde, penso que muitas dessas mulheres já não sentiriam necessidade de fazer os seus partos em casa. |
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#4 (permalink) |
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Recém-nascido
Data de Registo: Nov 2008
Posts: 350
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Tenho estado a ler com muita atenção as vossas opiniões sobre os partos, a acção dos profissionais de saúde,... Apesar de reconhecer algumas falhas nos nossos hospitais e nos profissionais que lá trabalham, não me parece que as grávidas sejam tratadas de uma forma assim tão desumana!! Nem todos os relatos lidos são assim tão negativos, a minha experiência aquando do nascimento da minha filha não foi má e da maior parte das pessoas que conheço também. Claro que há situações que podem não correr tão bem, claro que pode acontecer a uma grávida não ser tratada da melhor forma, mas acredito que, apesar de tudo, na maioria das situações, a intenção é sempre que a mãe e a criança fiquem bem e não me parece justa a ideia de que os partos em Portugal são feitos sem a menor sensibilidade por parte de quem lá trabalha! Do mesmo modo não concordo que seja por falta de formação dos profissionais de saúde que as pessoas optam por fazer o parto em casa!! É apenas uma escolha que as pessoas fazem... No meu caso até posso dizer que a minha filha nasceu no Hospital de Pedro Hispano e as enfermeiras até me aborreciam
com tantos cuidados e conselhos de como dar de mamar, a importância do aleitamento materno, os cuidados a ter com o banho do bebé, etc...
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#5 (permalink) |
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Embrião
Data de Registo: Oct 2008
Posts: 28
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Olá Sissy!
Parto humanizado é um parto em que a mulher está completamente informada sobre todos os procedimentos médicos (incluindo os seus riscos) para deste modo poder fazer escolhas conscientes. É um parto em que há o mínimo de intervenções médicas, sendo estas realizadas apenas quando é realmente necessárioe não por rotina (como é o caso da tricotomia, do enema, da episiotomia). É um parto em que está presente o respeito pelo processo fisiológico e o corpo feminino (e isso exige tempo). É um parto em que se dá todo o protagonismo à mulher e ao bebé. Claro que sermos bem tratadas com educação e carinho é muito importante e também o devemos exigir, mas não é isso que define o conceito de parto humanizado. Para o parto ser humanizado tem que haver mudanças na formação dos profissionais de saúde, eles têm que ser ensinados a ver o parto como o processo fisiológico natural que ele é e não como uma patologia que precisa de ser "tratada". E acredito sim que a maioria das mulheres que opta por um parto domiciliário é porque sabe que não vai ter um parto humanizado no hospital, pois os profissionais não estão preparados para isso. Fico contente por teres tido um bom acompanhamento no pós-parto.
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#6 (permalink) |
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Recém-nascido
Data de Registo: Nov 2008
Posts: 350
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Agradeço a explicação tão detalhada sobre o que é um parto humanizado.
![]() Continuo no entanto a achar que hoje em dia as grávidas que são acompanhadas durante a gravidez (como é o caso da maioria de nós) são informadas pelos médicos acerca de muitas coisas importantes; outras, procuram também informação, lêem, questionam,... Vê-se isso por exemplo pelo número de grávidas que frequentam as aulas de preparação para o parto... Sinceramente, o que acho é que no momento em que estamos para ter o nosso bebé, com contracções e ansiosas por termos o nosso tesouro nos braços, a maioria de nós confia nas decisões dos médicos e não estamos dispostas a ouvir as explicações do que pode acontecer se as coisas forem feitas desta ou daquela maneira, por muita informação que nos tenham dado... e, na minha opinião, ainda bem que é assim! Quando estava grávida, eu achava que queria ter a minha filha sem epidural, precisamente porque tinha lido muitas coisas acerca do assunto e tinha conversado acerca disso tudo com a minha médica. No entanto, quando estava em trabalho de parto, não me passou pela cabeça argumentar com os médicos a pertinência ou não de me ser dada a epidural. Deram e pronto! Porque, com toda a certeza, acharam conscientemente que era o melhor para mim e para a minha filha... E eu, que estava cheia de dores, exausta e que sentia que já estava a ficar sem forças, agradeci à equipa de anestesistas que me aliviou disso tudo! |
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#7 (permalink) | |
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Embrião
Data de Registo: Oct 2008
Posts: 28
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Citação:
Concordo com praticamente tudo o que escreveu. ![]() Só gostaria de referir algumas coisas: Não será no momento do parto que será informada sobre os procedimentos médicos; daqui a importância de ser acompanhada por uma doula durante a gravidez. Quem sabe num futuro próximo os hospitais e os centros de saúde comecem a contratar doulas, da mesma forma que contratam enfermeiros e médicos. ![]() Tenho a certeza que muitas mulheres iriam sentir-se muito mais apoiadas e seguras durante a gravidez e o parto. Deveria ter pertinência para argumentar e questionar sim. É o Seu corpo, o Seu parto e o Seu bebé. (Não me leve a mal, às vezes entusiasmo-me!).Percebo que até se tenha sentido aliviada com a epidural e que terá sido uma boa opção para si, pois como disse estava cheia de dores e exausta. No entanto, o que eu questiono é, o que é que foi feito para a ajudar nesse sentido, antes de lhe ter sido oferecida a epidural? Que condições foram criadas? Que métodos alternativos de alívio da dor lhe foram oferecidos? Estou a gostar desta nossa "conversa".
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#8 (permalink) |
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Directora
Data de Registo: Oct 2008
Posts: 301
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Também eu estou a adorar as conversas aqui no fórum. Quanto ao parto estou completamente de acordo com a Luna, Trata-se de devolver o protagonismo do parto à mulher. E se perante toda a informação existente se quiser optar pela medicalização extrema como seja uma cesariana com data marcada, tudo bem. Mas quem decide é a mulher, o casal, em consciência, e não os médicos. Não temos de ter medo de procurar informação e exigir dos profissionais de saúde que nos acompanhem. É evidente que os médicos e os enfermeiros querem o bem de todos. O que eles entendem pelo bem da mãe e do bebé é que pode não coincidir com a noção de interesse para a mãe.
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#9 (permalink) | |
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Embrião
Data de Registo: Oct 2008
Posts: 28
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Citação:
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#10 (permalink) |
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Recém-nascido
Data de Registo: Nov 2008
Posts: 350
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O que eu gosto nestas conversas é que tenho aprendido, de facto, algumas coisas interessantes!
![]() Não deixo no entanto de ter reservas em relação a algumas coisas que são aqui escritas... ![]() Essa ideia de que o casal deve poder decidir o que é melhor para si... a prevalência dos interesses da grávida... No relato de Angel (desculpa por me referir novamente à tua experiência) vimos um exemplo flagrante de como as coisas podem se complicar quando a grávida, informada acerca dos procedimentos, opta por uma situação que, obviamente, não era a mais adequada ao seu caso. Em relação às tuas questões, Luna, eu acho que a equipa que me acompanhou no parto (que não foi na verdade um parto complicado) teve em consideração o meu interesse e o da minha bebé... Recorreram à epidural quando as minhas dores estavam a ser quase insuportáveis e estavam a alterar o ritmo cardíaco da bebé. Agora, será que poderiam ter feito outra coisa, antes de recorrerem à epidural? Realmente não sei! Mas também não me senti menos respeitada por isso... Deixaram que o meu marido estivesse todo o tempo ao meu lado... e sinceramente, isso sim, ajudou-me a suportar as dores até à exaustão! |
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