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| Parto Discuta e esclareça, aqui, todos os mitos e medos do parto. |
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#11 (permalink) |
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Feto
Data de Registo: Jan 2009
Localização: Lisboa
Posts: 60
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Antes de mais agradeço as vossas palavras.
Tenho todo o gosto em responder às vossas perguntas. Eu tinha muito receio de fazer uma cesariana porque eu já tinha tido um parto natural anteriormente. Nesse parto perdi os meus dois bebés. Foi uma gravidez medonha. Sou uma pessoa super saudável, super cuidadosa com a saúde e quando planeei engravidar nunca pensei que isto me ia acontecer. Engravidei num instante e de gémeos!!! Não tenho casos de gémeos na família e nunca pensei que tal coisa me pudesse acontecer. Foi uma gravidez horrível. Fiquei de baixa logo no início pois na primeira ecografia com poucas semanas o médico avisou-me que estávamos perante uma gravidez de alto risco. Eram gémeos verdadeiros e só tinha uma placenta. A placenta única foi fatal pois eles mataram-se um ao outro. Ocorreram as chamadas transferências feto-fetais. Um começou a ser mais forte e começou a canalizar todo o alimento e oxigénio para si. O outro foi enfraquecendo e não aguentou. O gémeo que sobreviveu ficou em sofrimento total pois estava lado a lado com um corpo em decomposição e a placenta única serviu de canal para passar tudo e mais alguma coisa de um corpo para o outro. Tudo isto se passou dentro da minha barriga. Eu estava super mal, tinha uma barriga gigante, umas dores insuportáveis dentro de mim. Estive internada num sofrimento físico e psicológico brutais. Tinha um bebé morto dentro de mim e outro em sofrimento que ainda podia ser salvo mas com poucas hipóteses. Eu corria risco de vida pois se algo passasse para a minha corrente sanguínea era o meu fim. Estava toda ligada, a levar drogas e mais drogas para evitar infecções ou alguma septicemia. Os médicos alertavam-me diariamente para os riscos que eu corria e eu só me lembro de implorar a Deus que pusesse fim à minha gravidez. Tinha um bebé morto, o outro não estava bem e eu corria risco de vida. Com 30 anos tinha uma vida toda pela frente e muita facilidade em engravidar. Eu só queria VIVER e sair daquele pesadelo. Felizmente Deus ouviu as minhas palavras e entrei espontaneamente em trabalho de parto. Um parto natural horrível, medonho….felizmente não fui cortada pois os bebés eram pequenos e saíram sem episiotomia. Mas fui toda raspada pois a placenta era enorme e saiu aos bocados. Um momento que gostava de apagar da minha memória para sempre. Sobrevivi mas nunca mais fui a mesma pessoa. Passei a ver a vida com outros olhos. Ia enlouquecendo. Sentia uma mistura de sentimentos que me atormentavam diariamente. Passados 4 meses estava grávida novamente!!!! Eu pensava engravidar mais tarde mas mudei de ideias. Engravidar novamente era a única forma de superar o desgosto que me ia na alma. E quando fiz a primeira ecografia suspirei de alívio por não serem gémeos. Era só um feijãozinho e estava tudo bem! Esta gravidez correu muito bem mas foram 9 meses de muito nervosismo, ansiedade, medo… quando sentia qualquer coisa ficava logo apavorada e desatava a chorar. Enfim, fui uma grávida muito atormentada devido à experiência anterior. Estava desejosa de conhecer a minha menina e estava convicta que o parto natural era o melhor pois já tinha passado por um e já sabia como era. As cesarianas assustavam-me ainda mais! Entrei no hospital às 7 da manhã com dois dedos de dilatação e eu disse logo à minha obstetra com um grande sorriso nos lábios “Dra. é hoje!! Já não me vou embora, tenho as malas no carro e é hoje que vou ter a minha menina!”. Ela disse para eu ter calma pois ela compreendia perfeitamente o meu estado de ansiedade. Eu estava desejosa de dar à luz e beijar a minha menina. A minha dilatação continuou e a médica deu uma pequena ajuda. Estive sempre ligada ao CTG e a minha menina andava sempre numa agitação! A minha barriga não parava! Ela sempre foi uma bebé muito mexida!!! A minha barriga até dava pulos! Quando as malditas contracções (que já não eram novidade para mim) começaram a apertar pedi então a epidural que me foi ministrada com muito carinho pelo anestesista. Às 19h30 atingi os 10 dedos de dilatação e já sentia a cabeça da minha menina no canal vaginal. Lembro-me de colocar a mãe e sentir a sua cabecinha. Portanto até aqui tudo bem. Dilatei normalmente, a bebé desceu, encaixou e estava pronta para sair. O que ninguém estava à espera é que a minha menina estivesse de barriga para cima e a minha médica não tinha espaço para meter as mãos e dar-lhe a volta. A enfermeira queria recorrer aos fórceps mas a minha obstetra recusou pois eu nem tinha espaço para encaixar os fórceps e ela não me queria magoar. Recorreu à ventosa e lembro-me de ela dizer “quero ver se não tenho que a cortar. Vou fazer os possíveis para evitar”. Mas as coisas complicaram-se e a bebé continuava encalhada e não saia. Partiram 5 ou 6 ventosas e nada…a enfermeira carregava-se em cima de mim e nada… força e mais força e nada. A minha obstetra teve então que me cortar até conseguir agarrar na cabeça da bebé com as próprias mãos para a tirar. Era grande, gorducha e já não podia ficar mais tempo encalhada no canal vaginal. Era preciso agir rapidamente. E foi assim. Posso agradecer a forma 5 estrelas como fui tratada pela excelente equipa médica da Cuf. Descobertas. Podia ter acontecido o pior se não fosse a sábia experiência da minha obstetra. Apesar de todo o sofrimento sentia-me a pessoa mais feliz do mundo pois tinha ali a minha princesa! Eu e o meu marido já não íamos para casa sozinhos. Desta vez ia um terceiro elemento no ovinho do banco de trás! Uma menina linda, cheia de vida! Só sabemos dar valor ao doce quando já provámos o amargo. Última edição por Angel : 05-03-09 às 15:44:54 |
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#12 (permalink) |
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Feto
Data de Registo: Feb 2009
Posts: 69
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Angel: Mais uma vez fabulosas as suas palavras. Confesso que fiquei com aquele nó na garganta.
Quando a minha filha nasceu, no hospital, em frente à minha cama estava uma mãe de dois gémeos verdadeiros que tiveram o mesmo problema dos seus. Um dos bebés alimentava-se do outro. Nasceram no dia anterior à minha filha e só os conheço por fotografia. Um deles não pesava 1 kg e teve muitas complicações mesmo após nascer. E, sei que a mãe tinha estado em Inglaterra. Era uma mãe coragem. Os enfermeiros e médicos davam-lhe os parabéns porque foi o 1ro caso que sobreviveu naquele hospital. Lembro-me de a mãe dos gémeos dizer que escreveu um diário a relatar todos os momentos da gravidez. Última edição por Isabel Fraga : 05-03-09 às 14:09:49 |
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#13 (permalink) | |
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Embrião
Data de Registo: Oct 2008
Posts: 28
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Olá Angel!
Em relação à tua 1ª gravidez e parto, não sei que palavras te posso dirigir para te dar algum conforto. Lamento muito que tenhas passado por uma situação tão triste e traumática. Mas vejo que apesar de tudo tens um motivo de muita felicidade: a tua menina! ![]() Em relação ao teu último parto: Citação:
"Por exemplo, na mulher em trabalho de parto, uma epidural também entorpece os músculos do soalho pélvico, que são importantes para guiar a cabeça do bebé para uma boa posição de nascimento. Com uma epidural em acção, é quatro vezes mais provável que o bebé se apresente persistentemente posterior (POP*, ou de face para cima) nas fases finais do trabalho de parto (13 por cento comparando com 3 por cento em mulheres sem epidural, de acordo com um estudo).21 A posição POP diminui a probabilidade de um parto vaginal espontâneo (PVE). Num estudo, só 26 por cento de mães pela primeira vez (e 57 por cento das mães com várias experiências de parto) passaram pela experiência de um PVE, tendo bebés POP. As restantes mães tiveram um parto instrumentalizado (fórceps ou ventosa) ou uma cesariana.22" Se quiseres ler o artigo completo: http://www.bionascimento.com/index.p...=191&Itemid=37 |
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#14 (permalink) |
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Feto
Data de Registo: Jan 2009
Localização: Lisboa
Posts: 60
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Isabel Fraga: Eu também era para ter ido para Inglaterra mas não deu tempo pois a minha situação agravou-se tão rapidamente que não deu tempo e eu já não estava em condições de sair da cama para lado nenhum. Eu quase que não me conseguia mexer com tantas dores.
Em Inglaterra fazem uma intervenção cirúrgica através de laser e nestes casos transformam uma placenta em duas tornando os bebés autónomos. Passam a haver duas fontes de alimento em vez de uma. Os bebés passam a ser autónomos e já não roubam o alimento um ao outro. Luna: Nestes casos não há palavras de consolo nem de conforto. Só o tempo nos vai curando e só uma nova gravidez consegue fazer o sorriso voltar aos nossos lábios... mas ficam marcas para todo a vida escondidas numa prateleira da nossa alma. Também já li muito sobre o assunto e por vezes arrependo-me pois quanto mais sabemos mais dúvidas temos! Li tantas coisas negativas sobre a cesariana e por isso nunca quis fazer nenhuma. Mais valia não ter lido nada e possivelmente não teria insistido tanto nos partos naturais. Em relação à epidural também há muitas especulações, dúvidas, medos. Hoje questionamos tudo porque temos tudo à disposição e quando as coisas não correm bem questionamos isto ou aquilo. Tomara as nossas mães poderem ter tido a oportunidade de pedir uma epidural! Eu também nasci de ventosa, a minha mãe teve um parto horrivel e também ficou toda cosida. Ela também é magra e muito estreita como eu! Coitada e ela nem teve epidural. Foi tudo a sangue frio. Nem sei como ela resistiu! Não me imagino a passar pelo que passei sem a ajuda da epidural. Eu só recorri à epidural nos últimos momentos quando já não aguentava aquelas contracções que me apanhavam a barriga e os rins Chiça! É como se tivesse um cinto de dores à minha volta! Por isso não me parece que a epidural tenha afectado a posição da bebé...Mas já passou, faz parte do passado. Hoje sou muito feliz, tenho uma filha maravilhosa com 14 meses. Uma diabinha que não para quieta cheia de saúde, vida e alegria! Sou uma mãe galinha, daquelas que não desgruda! Passei por tanto mas sinto que valeu a pena pois vejo a vida de outra forma e aproveito todos os momentos da melhor forma possível. Já não me zango, nem entro em stress, nem critico, nem ando a correr por coisas que não merecem a pena. A vida é demasiado curta. Não penso ter mais filhos mas se tiver uma coisa tenho como certa: partos naturais para mim nunca mais. Última edição por Angel : 05-03-09 às 16:06:28 |
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#15 (permalink) | |
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Embrião
Data de Registo: Oct 2008
Posts: 28
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Citação:
![]() Somos todas diferentes e isso é que dá cor à vida, mas por favor não me interpretes mal quando digo que não concordo com a 1ª frase que escreveste e que coloquei a bold. Claro que esse é o meu caso, como disse somos todas diferentes (não é uma questão de certo ou errado ), quanto mais sei, mais segura estou! ![]() Em relação à 2ª frase que coloquei a bold, só posso chegar a uma conclusão, a tua médica conseguiu convencer-te que o facto de seres magra e estreita é sinónimo que não consegues "parir" e acho isso muito triste, pois ela conseguiu desacreditar-te como Mulher! Se reflectirmos bem, tu querias um parto natural, sentias que era o melhor para ti e para a tua princesa, mas a tua médica sempre fez pairar o "fantasma" que de certa forma já existia em ti. Como fazes referência à tua mãe percebo que são "assuntos" que já vêm de trás e que ficaram enraízados em ti. Quanto à 3ª frase a bold, eu acredito mesmo que tenhas sentido necessidade de recorrer à epidural pois estavas ligada ao ctg e não podias procurar uma melhor posição para sentires as dores das contracções de forma mais suportável. Na tua situação, tenho a certeza que também pediria! E realmente achei interessante a forma como definiste as dores, era como se tivesses um cinto á tua volta, e se estavas ligada ao ctg, acho que dá para perceber a comparação. ![]() Depois de tudo o que passaste entendo perfeitamente que não queiras voltar a passar por um parto natural. E deves ser respeitada nessa tua decisão!
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#16 (permalink) |
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Embrião
Data de Registo: Dec 2008
Posts: 21
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Eu também sempre pensei em parto natural...o meu bébé tem 3 meses e nasceu de cesariana as 40 semanas e 2 dias.Não foi programada pois foi num hospital publico, mas a minha obstetra disse-me que se fosse ela, marcaria a cesarina pois o meu colo do utero as 39 semanas estava ainda "muito verde"...Bem dito e bem certo!
Tive uma gravidez normal sem problemas. As contrações começaram no dia 25 mais ao final do dia, á 1h da manhã do dia 26 fui ao hospital, mas como não tinha dilatação e o CTG estava bem mandaram-me para casa, só lá voltei a 1h da tarde.A médica que me viu rebentou-me as aguas por isso fiquei logo lá, mas a dilatação não chegava a dois dedos, e assim ficou até ao fim de 7 horas com soro e ligada ao CTG. Cesariana porquê? Com as contrações o batimento cardiaco do bébé começaram a baixar muito e isto aconteceu mais de uma vez, por isso fizeram a cesariana. Eu aceitei bem a decisão pois só pensava que era melhor o bébé sair, e ainda hoje penso "ainda bem que decidiram rapidamente".Pior seria se assim não fosse... Acham que foi da epidural que não fiz dilatação?? ![]() Não acho, nem me sinto "menos mãe" por não ter parto normal... Também não concordo com as cesarianas com dia e hora marcada, mas existem situações em que são a melhor opção. |
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#17 (permalink) |
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Embrião
Data de Registo: Oct 2008
Posts: 28
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Olá Andreia!
Vou deixar-te aqui alguns excertos do mesmo artigo que indiquei à Angel. Estou apenas a mostrar-vos que existem dados científicos a confirmarem que por vezes certas coisas acontecem devido aos próprios procedimentos médicos. Certezas, agora, acho que já não podemos ter, acreditamos naquilo que queremos. Eu acredito nas evidências científicas, nos factos, mas também acredito em mim, na capacidade do meu corpo para parir e na Mãe Natureza; assim sinto que tenho o melhor dos 2 mundos! ![]() "As epidurais atrasam o trabalho de parto, provavelmente pelos efeitos secundários sobre a libertação de oxitocina, embora também haja evidências de pesquisas em animais, segundo as quais os anestésicos locais usados nas epidurais podem inibir as contracções, ao afectarem directamente o músculo uterino.18 Em média, a primeira fase do trabalho de parto prolonga-se por mais 26 minutos nas mulheres que usam epidural; e a segunda fase, período expulsivo, é 15 minutos mais prolongada.19 A quebra no pico final de oxitocina contribui também provavelmente para o risco dobrado de um parto instrumentalizado, por fórceps ou ventosa, para as mulheres que usam epidural,20 ainda que outros mecanismos o possam também justificar." "Por exemplo, as epidurais podem causar alterações no ritmo cardíaco fetal (RCF) que indiciam défice no fornecimento de sangue e oxigénio ao feto. Habitualmente verifica-se este efeito logo a seguir à administração de uma epidural (normalmente ao longo dos primeiros 30 minutos), pode prolongar-se por 20 minutos, e ocorre especialmente logo após o uso de medicamentos opiáceos, ministrados por via epidural ou espinal. A maior parte destas alterações no RCF resolvem-se por si só, espontaneamente, com mudança de posição. Mais raramente, estas podem exigir medicação.72 Alterações mais graves, e o sofrimento fetal que estas possam reflectir, podem exigir uma cesariana de urgência." Claro que não és menos Mãe por teres feito uma cesariana! Mãe é Mãe, não importa como nascem os nossos filhos; a forte ligação Mãe-Filho (na minha humilde opinião) vai muito para além da parte biológica, dos laços hormonais e de sangue (senão o que seria das Mães de coração? ).
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#18 (permalink) |
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Directora
Data de Registo: Oct 2008
Posts: 301
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O que me aflige é perceber que as mulheres continuam a aceitar como infalíveis as decisões de médicos e enfermeiros e a questionar quem com muito estudo e pesquisa científica demonstra que as mulheres devem seguir o que a natureza lhe vai dizendo. A mãe grávida se não tiver excesso de informação vai parir na mesma. É claro que a ciência veio introduzir tremendas alterações e salvou milhares e milhares de mães e bebés, mas nada justifica que se sigam procedimentos desnecessários.
A humanização do parto não é dar epidural. ![]() Humanização é respeito, é preservar a privacidade e dignidade e essas passam sempre por seguir o que a mãe pede. Em segurança, claro. Parir não é um horror mas envolve dor. Mas há técnicas perfeitamente estudadas para aliviar a dor e para fazer da dor uma aliada no parto. A gravidez não é doença que os 'deuses' médicos curam. Parir é natural e pode ser encarado como naturalidade mesmo que acabe em cesariana. |
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#19 (permalink) | |
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Embrião
Data de Registo: Oct 2008
Posts: 28
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Citação:
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#20 (permalink) |
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Feto
Data de Registo: Jan 2009
Localização: Lisboa
Posts: 60
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[quote=Luna;391]Cara Angel
![]() Somos todas diferentes e isso é que dá cor à vida, mas por favor não me interpretes mal quando digo que não concordo com a 1ª frase que escreveste e que coloquei a bold. Claro que esse é o meu caso, como disse somos todas diferentes (não é uma questão de certo ou errado ), quanto mais sei, mais segura estou! ![]() Em relação à 2ª frase que coloquei a bold, só posso chegar a uma conclusão, a tua médica conseguiu convencer-te que o facto de seres magra e estreita é sinónimo que não consegues "parir" e acho isso muito triste, pois ela conseguiu desacreditar-te como Mulher! Quanto à 3ª frase a bold, eu acredito mesmo que tenhas sentido necessidade de recorrer à epidural pois estavas ligada ao ctg e não podias procurar uma melhor posição para sentires as dores das contracções de forma mais suportável. Na tua situação, tenho a certeza que também pediria! E realmente achei interessante a forma como definiste as dores, era como se tivesses um cinto á tua volta, e se estavas ligada ao ctg, acho que dá para perceber a comparação. ![]() Cara Luna De facto somos todas diferentes e é isso que dá cor à vida! Eu sou uma pessoa que pesquiso sobre tudo e mais alguma coisas. Sou uma eterna insatisfeita pois procuro saber sempre mais e mais. Sou o tipo de pessoa que os médicos querem ver a milhas pois eu pergunto tudo e mais alguma coisa...e como raramente fico satisfeita com as respostas vou à net, vou às revistas da especialidade, falo com outras pessoas, peço segundas opiniões. E no que respeita à saúde sou sempre muito céptica pois sei que não há verdades absolutas e só quem passa por certas situações é que sabe... Depois da minha primeira gravidez deixei de acreditar em muita coisa. Fiz TUDO, TUDO para que a gravidez corresse bem. Sabe o que é estar em repouso absoluto dias, semanas, meses??...ter que fazer ecografias semanais e haver sempre mais algo para me preocupar?... ficar com o corpo cheio de dores por estar tanto tempo deitada??...ter que deixar o meu emprego, a minha vida social e só sair de casa para ir à obstetra, ou para fazer ecografias ou para ir às urgências porque surgia mais um susto. Aproveitei essas horas, esses dias e meses intermináveis para ler, pesquisar... e no fim tudo acabou. Aprendi muito mas acabei por colocar muita coisa em causa. Não vivi o chamado "estado de graça" mas sim um verdadeiro "estado de desgraça". Em relação à segunda frase posso dizer que a minha obstetra foi e é uma pessoa da minha inteira confiança. Sempre respeitou os meus desejos, as minhas vontades e sempre foi muito frontal e sincera comigo. Tem largos anos de experiência e nunca me escondeu nada mesmo quando as coisas que tinha para me dizer eram absolutamente negras e me deixavam de lágrimas nos olhos. Agradeço-lhe por tudo. Foi ela também que me ajudou no pós-parto. Deu-me forças e coragem para engravidar novamente pois o "euromilhões do azar não sai duas vezes à mesma pessoa". Ela é absolutamente a favor do parto natural e só faz cesarianas em último caso. Aliás, ela também me incentivou a ter um segundo parto natural pois como já tinha parido anteriormente tudo seria mais fácil. Eu é que por vezes pensava duas vezes pois sabia que a minha bebé era grande e gorducha e eu olhava para o espelho e via uma mulher magra, estreita com uma "bola de futebol" muito redonda e grande!!!! Mas o meu medo das cesarianas era tão grande que rapidamente deixava de hesitar apesar da obstetra me alertar para as possíveis dificuldades de um parto normal dado as medidas da minha bebé. Ela sempre foi muito objectiva e sempre me disse todos os prós e contras da cesariana ou do parto normal. Aliás, o meu marido queria que eu fizesse cesariana visto o primeiro parto ter sido tão doloroso mesmo com uns bebés tão pequenos. Como seria este parto com uma bebé grande e gorducha dentro de mim??!!!! A decisão final foi minha. Em relação à epidural discordo. No meu primeiro parto, andei de um lado para o outro, fiz as respirações (fiz yoga durante muito tempo e sei bem como me acalmar e relaxar!!)...a minha obstetra até me disse para eu ir pelas escadas em vez de elevador...mas a verdade é que as dores chegaram a um ponto insuportável. Em ambos os partos senti o tal cinto de dores. Horriveis, parece que me estavam a espetar facas na barriga e nos rins...não tinha necessidade de passar por este pesadelo depois de já ter sofrido tanto! Já nem conseguia estar de pé! Pedi epidural e tive que me deitar até porque eu estava consciente do pesadelo que ainda me esperava. Dois nados mortos. Na segunda gravidez e no segundo parto já não andei a passear. Fiquei tranquila ligada ao CTG enquanto o meu marido falava e brincava comigo. As contracções foram apertando ao longo do dia e só quando não aguentava é que pedi a milagrosa epidural. Mas por azar a gorducha estava de barriga para baixo e não queria sair. Última edição por Angel : 06-03-09 às 16:55:41 |
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